O Brasil abriu mais de 921 mil empregos formais no primeiro semestre de 2026. Veja os setores que mais contrataram, os dados do Novo Caged e as perspectivas para o mercado de trabalho.

O mercado de trabalho brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com um resultado expressivo. Dados divulgados pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que o Brasil criou 921.645 empregos com carteira assinada entre janeiro e junho, consolidando uma trajetória de crescimento na geração de vagas formais e reforçando sinais de aquecimento da economia.
Somente em junho, foram abertas 145.161 novas vagas formais, resultado da diferença entre admissões e desligamentos registrados pelas empresas em todo o país. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços, comércio, construção civil e indústria, que seguem liderando a criação de oportunidades de emprego.
Para trabalhadores que buscam recolocação profissional, o cenário indica aumento da demanda por mão de obra em diferentes segmentos da economia.
O que é o Novo Caged?
O Novo Caged é o sistema utilizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego para acompanhar mensalmente a movimentação do mercado formal brasileiro.
O levantamento considera exclusivamente empregos com carteira assinada, registrando:
- admissões;
- demissões;
- saldo de empregos;
- evolução por setor econômico;
- desempenho por estado;
- remuneração média.
Por reunir informações oficiais de empresas de todo o país, o indicador é considerado uma das principais referências para avaliar a saúde do mercado de trabalho brasileiro.
Brasil mantém saldo positivo na geração de empregos
Os números divulgados mostram que o país continua criando vagas mesmo diante de um cenário econômico que ainda exige cautela.
O saldo positivo de 921 mil empregos formais demonstra que diversos setores continuam ampliando suas operações e contratando trabalhadores.
Economistas destacam que o crescimento do emprego formal tende a produzir efeitos importantes na economia, como:
- aumento da renda das famílias;
- fortalecimento do consumo;
- maior arrecadação tributária;
- expansão do crédito;
- estímulo ao crescimento econômico.
Quanto maior o número de pessoas empregadas, maior tende a ser a circulação de dinheiro na economia.
Setor de serviços continua liderando as contratações
Assim como ocorreu nos últimos anos, o setor de Serviços permaneceu como principal responsável pela criação de empregos.
Entre as áreas que mais contrataram estão:
- tecnologia;
- saúde;
- educação;
- logística;
- turismo;
- alimentação;
- serviços administrativos.
O crescimento do consumo interno continua impulsionando empresas ligadas ao atendimento ao consumidor.
Construção civil segue aquecida
Outro segmento que apresentou forte desempenho foi a Construção Civil.
A continuidade de obras públicas, novos empreendimentos imobiliários e programas habitacionais ajudou a manter elevado o ritmo de contratações durante o semestre.
Profissões como:
- pedreiro;
- servente;
- eletricista;
- mestre de obras;
- encanador;
- pintor
continuam entre as mais procuradas em diversas regiões do país.
Comércio acelera geração de vagas
O comércio também apresentou desempenho positivo.
A expansão do consumo das famílias, aliada à recuperação gradual da atividade econômica, levou empresas a ampliarem seus quadros de funcionários.
Especialistas apontam que esse movimento pode ganhar força nos próximos meses com campanhas promocionais e preparação para datas importantes do varejo.
Indústria mantém recuperação
A indústria brasileira também contribuiu para o saldo positivo do semestre.
Os segmentos ligados à produção de alimentos, bebidas, máquinas, equipamentos e produtos químicos registraram crescimento das contratações.
Embora ainda existam desafios relacionados aos custos de produção e ao cenário internacional, o setor vem demonstrando recuperação gradual.
Quais estados mais contrataram?
Historicamente, os maiores saldos de empregos costumam estar concentrados nos estados com maior atividade econômica, como:
- São Paulo;
- Minas Gerais;
- Paraná;
- Santa Catarina;
- Rio Grande do Sul;
- Goiás.
Essas unidades da federação concentram grande número de empresas dos setores de indústria, comércio e serviços.
O emprego formal beneficia toda a economia
Além de reduzir o desemprego, o crescimento das vagas com carteira assinada gera impactos positivos para trabalhadores e empresas.
Entre os principais benefícios estão:
Para os trabalhadores
- FGTS;
- férias remuneradas;
- 13º salário;
- contribuição ao INSS;
- acesso a benefícios previdenciários.
Para a economia
- aumento do consumo;
- crescimento do PIB;
- maior arrecadação;
- fortalecimento do mercado interno.
Quais setores devem continuar contratando?
Especialistas acreditam que alguns segmentos continuarão aquecidos durante o segundo semestre.
Entre eles:
- tecnologia da informação;
- logística;
- agronegócio;
- saúde;
- comércio eletrônico;
- construção civil;
- serviços financeiros.
A expectativa é que datas como Black Friday e Natal também impulsionem contratações temporárias, parte das quais pode ser efetivada posteriormente.
Como aproveitar o bom momento do mercado?
Quem está procurando emprego pode aumentar as chances de contratação adotando algumas estratégias.
Atualize o currículo
Informações atualizadas facilitam o contato das empresas.
Invista em qualificação
Cursos rápidos de informática, atendimento ao cliente, logística e tecnologia costumam aumentar a empregabilidade.
Cadastre-se em plataformas oficiais
Diversas vagas são divulgadas diariamente por:
- Sistema Nacional de Emprego (Sine);
- Carteira de Trabalho Digital;
- plataformas privadas de recrutamento.
Mantenha a Carteira de Trabalho Digital atualizada
O aplicativo permite acompanhar contratos de trabalho, benefícios e oportunidades de forma prática.
Perspectivas para o restante de 2026
Analistas do mercado esperam que a geração de empregos continue positiva ao longo do segundo semestre, embora o ritmo possa variar conforme fatores como inflação, juros, atividade econômica e investimentos.
Caso o cenário permaneça favorável, o Brasil poderá encerrar 2026 com um dos melhores resultados dos últimos anos na criação de empregos formais.
Conclusão
O saldo de 921.645 vagas formais criadas no primeiro semestre de 2026 reforça a recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro e representa um importante indicador para trabalhadores, empresas e investidores. A continuidade das contratações em setores estratégicos, como serviços, comércio e construção civil, contribui para fortalecer a economia e ampliar as oportunidades de emprego em todo o país. Os próximos meses serão decisivos para confirmar se esse ritmo será mantido até o fim do ano. Dados do Novo Caged mostram ainda que, apenas em junho, foram abertas 145.161 vagas com carteira assinada, consolidando a tendência positiva observada desde o início do ano.
