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OpenAI apresenta o GPT-5, um modelo mais avançado voltado para tarefas de programação e produção de texto.

GPT-5 chega com a promessa de oferecer respostas mais ágeis, precisão aprimorada e interações do ChatGPT ainda mais personalizadas.

A OpenAI anunciou o lançamento do GPT-5, seu novo e aguardado modelo de inteligência artificial, desenvolvido para manter a liderança diante da crescente competição de empresas rivais nos Estados Unidos e na China.

O GPT-5, que será revelado oficialmente em um evento transmitido ao vivo nesta quinta-feira (7), foi criado para oferecer desempenho superior em programação, escrita criativa e na resolução de consultas complexas. Durante uma coletiva com jornalistas nesta semana, o CEO da OpenAI, Sam Altman, descreveu o modelo como “uma grande atualização” em relação às versões anteriores da companhia. Segundo ele, “pela primeira vez, a experiência realmente se assemelha a conversar com um especialista em qualquer área”.

A partir desta quinta-feira, o GPT-5 estará disponível tanto para usuários gratuitos quanto para assinantes pagos do ChatGPT. Já clientes corporativos e do setor educacional terão acesso a partir da próxima semana, sendo que os assinantes pagos contarão com limites de uso mais amplos.

Sediada em São Francisco, a OpenAI deu início ao boom da inteligência artificial generativa há quase três anos com o lançamento do ChatGPT, inicialmente baseado no modelo GPT-3.5. Desde então, a empresa vem apresentando sistemas cada vez mais avançados, incluindo opções capazes de simular o raciocínio humano e agentes de IA que executam tarefas para o usuário com mínima ou nenhuma intervenção.

Ao longo deste ano, o GPT-5 esteve cercado de intensas especulações, muitas delas incentivadas pelo próprio CEO, Sam Altman. Em abril, ele afirmou que o novo modelo seria “muito melhor” do que o previsto inicialmente. Mais recentemente, Altman revelou sentir até certa apreensão pessoal diante do desempenho do GPT-5, comparando-o às suas próprias habilidades. “Recebi um e-mail com uma pergunta que não compreendi totalmente e enviei para o modelo — este é o GPT-5 — e ele respondeu de forma impecável”, contou em um podcast. “Foi um momento em que me senti inútil diante da IA.”

Segundo Nick Turley, líder da equipe do ChatGPT na OpenAI, o novo modelo oferece respostas mais rápidas, maior precisão nas respostas e reduz significativamente a ocorrência de informações inventadas em comparação às versões anteriores. “A interação com ele soa de forma um pouco mais natural”, destacou.

No lançamento, a OpenAI também apresentou quatro personalidades pré-configuradas que os usuários do ChatGPT poderão selecionar para tornar as interações mais personalizadas. Essas opções, disponibilizadas inicialmente como uma “prévia de pesquisa”, são: Cínico, Robô, Ouvinte e Nerd.

De acordo com a OpenAI, o GPT-5 permite que o ChatGPT avalie automaticamente quando deve investir mais tempo refletindo sobre a solicitação do usuário e quanto esforço dedicar a essa análise. Essa abordagem, que dispensa a necessidade de o usuário escolher entre um modelo tradicional de linguagem e um sistema voltado ao raciocínio, busca otimizar os recursos computacionais da empresa e, ao mesmo tempo, fornecer respostas mais adequadas.

A companhia destaca ainda que o novo modelo é especialmente valioso para programação. Com o aumento de assistentes de IA criados por grandes empresas de tecnologia e startups para auxiliar desenvolvedores de diferentes níveis na escrita e depuração de código, consolidou-se a tendência conhecida como “vibe coding”. Segundo Altman, “a ideia de software sob demanda será um marco definidor da nova era do GPT-5”.

Durante uma demonstração ao vivo realizada nesta quarta-feira (6), um pesquisador exibiu como o GPT-5 pode ser utilizado para criar, em poucos minutos, um aplicativo web destinado a ensinar francês a falantes de inglês. O pedido incluía que o app fosse “bonito e altamente interativo”, com recursos como flashcards, quizzes e um jogo no estilo do clássico Snake, mas com um rato coletando pedaços de queijo. Pouco tempo depois, o ChatGPT gerou todo o software, incluindo o jogo.

Para validar as capacidades do modelo, a OpenAI contou com empresas parceiras como testadoras iniciais, entre elas a Anysphere — responsável pelo popular assistente de codificação de IA Cursor — e a Lovable, uma startup sueca focada em vibe coding.

Anton Osika, cofundador e CEO da Lovable, afirmou em entrevista que o GPT-5 superou outros modelos de IA na criação rápida de aplicações complexas, como um aplicativo de planejamento financeiro integrado a um chatbot. Segundo ele, desenvolvedores geralmente precisam passar por várias iterações para concluir esse tipo de projeto, e o novo modelo facilita o processo ao gerar código mais simples de manter. Além disso, destacou, o GPT-5 também se mostrou eficiente na correção de bugs.

Apesar de manter a liderança no setor de inteligência artificial, a OpenAI enfrenta uma concorrência cada vez mais acirrada — inclusive de ex-funcionários e antigos parceiros. Empresas como o Google (da Alphabet), a Anthropic e a xAI — fundada por Elon Musk, cofundador da própria OpenAI — têm lançado modelos de raciocínio e agentes de IA para competir diretamente com as soluções da companhia, com foco também no crescente mercado de codificação assistida por inteligência artificial. Do outro lado do mundo, a chinesa DeepSeek ganha destaque, enquanto a Meta investe fortemente na formação de um novo laboratório de IA, contratando mais de uma dúzia de ex-colaboradores da OpenAI.

Para preservar sua vantagem competitiva, a empresa — avaliada em US$ 300 bilhões — levantou dezenas de bilhões de dólares para arcar com os altos custos de talentos, chips e data centers necessários ao desenvolvimento e operação de modelos de ponta como o GPT-5. Segundo a Bloomberg News, a OpenAI também estaria em negociações iniciais para uma possível venda de ações pertencentes a funcionários atuais e ex-funcionários, considerando uma avaliação próxima de US$ 500 bilhões.

O grande trunfo da companhia continua sendo o ChatGPT — o chatbot que a projetou globalmente e que serve como porta de entrada para seus serviços pagos. Atualmente, a OpenAI afirma ter quase 700 milhões de usuários semanais e 5 milhões de clientes empresariais pagantes.

Na última quarta-feira, a empresa anunciou que passará a oferecer acesso ao ChatGPT para agências federais dos Estados Unidos por apenas US$ 1 por ano, buscando ampliar o uso da ferramenta. Além disso, lançou dois modelos gratuitos e de código aberto no início da semana, em resposta direta às ofertas da DeepSeek e da Meta.

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