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Senado rejeita pedido de quebra de sigilo de escritório ligado à esposa de Alexandre de Moraes.

Nos bastidores, a avaliação é de que uma eventual quebra de sigilo de Viviani Barci poderia agravar ainda mais a relação já desgastada entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

A Advocacia do Senado Federal concluiu que não é recomendável a quebra de sigilo do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. Diante dessa avaliação, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado decidiu não dar prosseguimento ao requerimento que mirava a esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

No início da semana, a CPI havia aprovado uma lista que ampliava o rol de investigados. Além de ministros do STF e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o colegiado incluiu Viviane Barci, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o comandante do Exército, Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

Informações obtidas pela CNN Brasil indicam que o parecer jurídico foi acatado pelo presidente da comissão, Fabiano Contarato, que optou por não submeter o pedido relacionado a Viviane à votação na última sessão.

Os requerimentos não apreciados contra Viviane Barci de Moraes, apresentados pelos senadores Alessandro Vieira e Eduardo Girão, solicitavam ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) o envio de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), além da quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa no período entre 1º de janeiro de 2022 e 27 de janeiro de 2026.

Nos bastidores, a avaliação é de que a inclusão da esposa do ministro Alexandre de Moraes no escopo da CPI, especialmente em caso de quebra de sigilo, poderia aprofundar o desgaste já existente na relação entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

Convocações aprovadas

Na tarde de quarta-feira (26), o colegiado aprovou, por margens estreitas, a convocação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ex-ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, para prestar depoimento no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

As convocações foram autorizadas após votações apertadas, com placar de 6 votos a 5 em ambos os casos. As deliberações individuais ocorreram após tentativa da oposição de barrar os requerimentos.

O colegiado também aprovou a convocação do empresário e controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a pedido do relator da CPI, Alessandro Vieira, em conjunto com os senadores Eduardo Girão e Marcos do Val. A data do depoimento ainda não foi definida.

Além disso, foram aprovadas as convocações de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Banco Master; Ângelo Ribeiro da Silva, também sócio; Alberto Félix de Oliveira Neto, superintendente executivo da Tesouraria; e Luiz Antônio Bull, ex-diretor de Riscos e Compliance da instituição.

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