A declaração foi feita algumas semanas após os Estados Unidos mobilizarem navios de guerra e milhares de soldados no Caribe, com o objetivo de bloquear as rotas de tráfico de drogas originadas na América Latina.
O presidente Donald Trump declarou que as forças armadas dos Estados Unidos neutralizaram uma embarcação carregada de entorpecentes que partira da Venezuela, ressaltando o êxito da operação após o envio de navios de guerra ao Caribe como parte da estratégia contra o narcotráfico.
A afirmação foi feita poucas semanas depois de Washington ter deslocado navios militares e milhares de soldados para a região caribenha, com o objetivo de bloquear as rotas de tráfico de drogas originárias da América Latina. As declarações de Trump reforçam o aumento da pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, que, por sua vez, acusa os EUA de preparar ações hostis.
“Há poucos minutos destruímos uma embarcação, um navio carregado de drogas, uma grande quantidade de drogas”, afirmou Trump a jornalistas no Salão Oval. “Ele partiu da Venezuela — e de lá está saindo muito volume. Muitas coisas estão saindo da Venezuela. Então, nós o eliminamos, e vocês poderão ver isso assim que esta reunião terminar.”
Nem a Casa Branca nem o Pentágono divulgaram informações adicionais de imediato. Pouco depois da fala de Trump, o senador Marco Rubio declarou nas redes sociais que a ofensiva “letal” havia atingido uma embarcação de drogas no sul do Caribe, supostamente controlada por uma “organização narcoterrorista designada”.
Após o anúncio, os títulos da Venezuela em dólar — que estão em situação de default — registraram forte valorização. Os papéis com vencimento em 2031 avançaram mais de um centavo, passando a ser negociados acima de 23 centavos de dólar, alcançando o nível mais alto desde fevereiro de 2019, segundo dados preliminares da Bloomberg.
O Ministério da Informação da Venezuela, procurado para comentar o episódio, não respondeu de imediato.
No mês anterior, o Pentágono informou o deslocamento de mais de 4.000 militares, entre marinheiros e fuzileiros navais, para a região marítima próxima à América Latina, dentro da estratégia de Donald Trump de ampliar a ofensiva contra os cartéis de drogas. Já na segunda-feira, Nicolás Maduro acusou Marco Rubio de buscar provocar um massacre ao estimular a mobilização norte-americana.
“Marco Rubio deseja ver sangue derramado — sangue sul-americano, caribenho e venezuelano”, declarou Nicolás Maduro na segunda-feira, em resposta a Donald Trump. “Ainda que coloquem 10 mil mísseis sobre nossas cabeças, o povo da Venezuela exigirá respeito.”
O episódio tende a intensificar ainda mais o clima de confronto com o governo Maduro, que reagiu ao aumento da presença norte-americana mobilizando tropas e embarcações nas fronteiras e em áreas estratégicas ligadas ao setor de petróleo. Já autoridades dos EUA afirmam que a ofensiva tem como alvo o chamado Cartel de los Soles, grupo que, segundo Washington, seria liderado por militares venezuelanos com o apoio direto do presidente.
O Pentágono enviou o Grupo de Prontidão Anfíbia Iwo Jima e a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, forças capazes de atacar alvos terrestres, postura mais agressiva do que os cortadores da Guarda Costeira geralmente usados contra carregamentos de drogas.
O reforço militar, o maior na região desde a invasão do Panamá em 1989, dividiu a América Latina. Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Gustavo Petro, da Colômbia, criticaram a medida como desestabilizadora, enquanto Guiana e Trinidad e Tobago apoiaram, citando preocupações com o narcotráfico. China, Rússia e Irã condenaram a ação como interferência.
Trump classificou Maduro como terrorista e, no início deste ano, ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por sua captura. Durante seu primeiro mandato, impôs sanções severas, reconheceu o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e pressionou pela saída de Maduro.
“Marco Rubio deseja ver sangue derramado — sangue sul-americano, caribenho e venezuelano”, declarou Nicolás Maduro na segunda-feira, em resposta a Donald Trump. “Ainda que coloquem 10 mil mísseis sobre nossas cabeças, o povo da Venezuela exigirá respeito.”
O episódio tende a intensificar ainda mais o clima de confronto com o governo Maduro, que reagiu ao aumento da presença norte-americana mobilizando tropas e embarcações nas fronteiras e em áreas estratégicas ligadas ao setor de petróleo. Já autoridades dos EUA afirmam que a ofensiva tem como alvo o chamado Cartel de los Soles, grupo que, segundo Washington, seria liderado por militares venezuelanos com o apoio direto do presidente.
