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Ibovespa registra forte queda em meio a novas ameaças tarifárias de Trump; ações de frigoríficos resistem ao movimento negativo

Principais índices de Wall Street recuam após novas ameaças tarifárias por parte do governo Trump.

Ibovespa registra maior queda em mais de um mês em meio a tensões tarifárias de Trump

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (8) com forte baixa de 1,26%, aos 139.489,70 pontos, acumulando a maior perda diária desde 21 de maio, quando recuou 1,59%. A moeda americana também ganhou força: o dólar comercial avançou 0,99%, cotado a R$ 5,478, enquanto os juros futuros subiram ao longo de toda a curva.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários também fecharam em queda após o fim do feriado prolongado pelo 4 de Julho, todos recuando cerca de 1%. Na Europa, o sentimento foi de incerteza, sem direção única entre os mercados.

Escalada nas tensões comerciais

O gatilho para o recuo global veio do ex-presidente Donald Trump, que voltou a colocar as tarifas comerciais no centro do debate. Os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre importações do Japão e da Coreia do Sul, com início previsto para agosto, além de notificações a outros 12 países.

Mais cedo, Trump também ameaçou o grupo dos Brics com uma taxa adicional de 10%, alegando “políticas antiamericanas”, sem detalhar quais seriam essas medidas.

As declarações causaram forte reação. O governo brasileiro respondeu que a ameaça comprova a relevância do bloco. Já a China repudiou publicamente o uso de tarifas como forma de pressão econômica.

Apesar do clima tenso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que 18 parceiros comerciais estão em processo de negociação e que “vários anúncios” devem ser feitos nas próximas 48 horas. Ainda assim, o mercado teme um novo capítulo na guerra comercial que pode afetar o crescimento global.

Inflação mais baixa no Brasil passa despercebida em meio à tensão global

Apesar de sinais positivos na economia doméstica, como a deflação de 1,80% registrada pelo IGP-DI em junho — contra queda de 0,85% em maio — e a redução das projeções de inflação no Boletim Focus pela sexta semana consecutiva, o noticiário internacional pesou mais forte e acabou ofuscando os dados internos.

Ibovespa recua com forte aversão ao risco

Diante da crescente aversão ao risco no cenário global, o Ibovespa encerrou o dia em queda, refletindo o impacto das incertezas externas sobre os ativos locais.

Entre os destaques negativos, a Vale (VALE3) caiu 1,47%, pressionada pela desvalorização do minério de ferro. Já o setor de petróleo apresentou um comportamento misto: mesmo com a alta das principais referências internacionais da commodity, a Petrobras (PETR4) recuou 0,19%, enquanto PRIO (PRIO3) caiu 1,93% e Brava (BRAV3) perdeu 1,61%.

Bancos e elétricas também sentem pressão

As instituições financeiras acompanharam o movimento de baixa. O Banco do Brasil (BBAS3) teve queda de 1,65%, com o mercado ainda cauteloso em relação ao papel. Bradesco (BBDC4) recuou 0,96%, mesmo após anunciar metas de crescimento na carteira de crédito voltada ao agronegócio.

Na área de energia, Eletrobras (ELET3) caiu 2,10%, mesmo após ter o preço-alvo elevado por uma instituição financeira, que reforçou a recomendação de compra e adotou uma visão mais otimista para o papel.

No setor de shoppings, Iguatemi (IGTI11) também registrou leve queda de 0,44%, mesmo figurando entre as preferências da XP para o segmento.

O ChatGPT disse:

Aqui está o trecho reescrito em tom jornalístico e profissional, mantendo o conteúdo original e evitando qualquer traço de plágio:

Frigoríficos lideram as poucas altas no Ibovespa

Em uma sessão marcada por forte aversão ao risco e poucas exceções positivas, os frigoríficos se destacaram como os principais vencedores do dia. BRF (BRFS3) avançou expressivos 9,37%, enquanto Marfrig (MRFG3) subiu 4,09%. Minerva (BEEF3) também registrou valorização, ainda que mais modesta, com alta de 1,16%.

Próximos indicadores no radar

Para esta terça-feira, os investidores estarão atentos aos dados de vendas do varejo brasileiro em maio e à inflação da China em junho, que será divulgada apenas após o encerramento do pregão local. No entanto, há expectativa de que os efeitos desses números sejam limitados, diante da crescente imprevisibilidade gerada pelas recentes declarações do ex-presidente Donald Trump, que continuam a influenciar os mercados globais. Resta aguardar os próximos desdobramentos.

(Por Fernando Augusto Lopes)

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