CEO anuncia que usuários poderão gerenciar toda a sua vida financeira na X; serviço X Money estreia nos EUA ainda este ano em parceria com a Visa

X, de Elon Musk, prepara cartão próprio e avança no projeto de superapp financeiro
A X, plataforma liderada por Elon Musk e anteriormente conhecida como Twitter, está em fase de desenvolvimento de um cartão de crédito ou débito exclusivo, com previsão de lançamento ainda em 2025. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de transformar a rede social em um superaplicativo, nos moldes do WeChat, popular na China, que reúne em um só ambiente recursos de mensagens, pagamentos e comércio eletrônico.
Em entrevista ao Financial Times, a CEO da X, Linda Yaccarino, destacou que os usuários, em breve, terão a possibilidade de administrar todas as suas finanças dentro da plataforma. Entre as funcionalidades previstas estão investimentos, transferências entre pessoas (peer-to-peer) e diversos outros serviços voltados à gestão financeira integrada.
X Money: carteira digital e transferências entre usuários
Como etapa inicial dessa transformação, a X lançará o X Money, um serviço de carteira digital com foco em pagamentos peer-to-peer (P2P). O lançamento está previsto ainda para este ano nos Estados Unidos.
A nova solução financeira começará a operar em parceria com a Visa, com planos de expansão internacional nas fases seguintes.
De acordo com Linda Yaccarino, a plataforma pretende oferecer uma gama completa de serviços, que vão desde a aquisição de produtos e a gestão de saldos até a possibilidade de envio de gorjetas para criadores de conteúdo, tudo dentro do próprio ambiente da X.
“Nosso objetivo é construir um ecossistema comercial e financeiro robusto, algo ainda inédito no mercado atual”, afirmou a CEO em entrevista ao Financial Times.
Diversificação de receita e recuperação publicitária
A entrada no segmento financeiro também representa uma estratégia da X para ampliar suas fontes de receita, em um momento em que a empresa busca recuperar o desempenho financeiro afetado pela queda na receita com publicidade desde a aquisição da rede social por Elon Musk, por US$ 44 bilhões, em 2022.
Apesar de ter enfrentado a saída de importantes anunciantes nos primeiros meses após a aquisição por Elon Musk, a X começa a dar sinais de recuperação. Segundo a CEO Linda Yaccarino, aproximadamente 96% dos anunciantes que haviam deixado a plataforma já retomaram suas campanhas. Ela afirma que a companhia está próxima de alcançar novamente os níveis de receita publicitária registrados em 2022.
A ambição de transformar a X em um superaplicativo segue uma tendência cada vez mais visível entre as plataformas digitais do Ocidente, que buscam replicar o modelo de sucesso do WeChat na China. Além da X, empresas como Meta e Snapchat também avaliam a incorporação de serviços financeiros mais avançados em seus ecossistemas.
O grande desafio agora será entender se os consumidores — especialmente nos mercados dos Estados Unidos e da Europa — estarão dispostos a concentrar suas informações financeiras e atividades bancárias dentro de uma única rede social.
