Os preços dos alimentos, de maneira geral, têm exercido pressão sobre a inflação no Brasil, impulsionados por fatores climáticos adversos
09/05/2025

Imagem de café expresso sendo preparado
O café moído apresentou uma inflação acumulada de 80,2% nos 12 meses encerrados em abril, conforme divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por ocasião da publicação dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
De acordo com o IBGE, trata-se da maior variação acumulada para um intervalo de 12 meses desde a implementação do Plano Real, em julho de 1994.
O instituto destacou, ainda, que no período de junho de 1994 a maio de 1995 — intervalo que inclui o último mês anterior à adoção oficial da nova moeda — o aumento acumulado no preço do café moído atingiu 85,50%.
Em abril de 2025, o preço do café moído registrou aumento de 4,48%, indicando uma desaceleração em relação à expressiva alta de 8,14% observada no mês anterior.
De modo geral, os alimentos continuam a exercer forte pressão sobre a inflação no país, em meio a condições climáticas desfavoráveis. O IPCA – principal índice de preços ao consumidor – apresentou elevação de 0,43% no mês, sendo o grupo Alimentação e Bebidas o principal responsável pelo avanço, com variação de 0,82%.
Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses atingiu 5,53% em abril, o maior patamar desde fevereiro de 2023, quando o índice chegou a 5,60%. A meta contínua de inflação é de 3,0%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Fonte : Reuters
